Quando me tiraram do armário

Na verdade, naquele momento, tudo o que eu queria era não ser gay, ser “normal”, o menino heterozinho que vai trazer uma norinha pra mamãe, ter um filho, um casamento na igreja e todo aquele bla-bla-bla cristão.

Em novembro de 2016, escrevi um texto aqui no Epitáfios a Parte refletindo sobre a realidade que muitos gays vivenciam ao passar pela experiência de sair do armário. Para quem não sabe, a expressão “sair do armário” é muito popular na comunidade lgbt+ e significa, em poucos termos, o ato de se assumir lgbt+ numa sociedade essencialmente heteronormativa e o choque geralmente resultante desse confronto. No texto em questão, eu fazia um convite à comunidade gay a se por no lugar de muitos que se assumem lgbt+ e a oferecer suporte a essas pessoas para que elas não passem pelos vários cenários negativos que podem surgir diante dessa revelação. Em parte, esse texto foi inspirado em minha própria história de vida, em minha experiência traumática e não voluntária de me assumir gay. Como nunca falei sobre isso antes, resolvi aceitar a sugestão de um grande amigo e fazer um pequeno “exposed” desse momento peculiar de minha vida.

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Da religião e sua luta contra a natureza humana

Aquela história de que o maior inimigo do homem é ele mesmo se encaixa bem aqui, mas com uma pequena adaptação: o maior inimigo do crente é sua mente.

O ser humano é falho por natureza e isso tanto biologicamente como, mais importante aqui, moralmente. Talvez por consciência de sua natureza errante, o homem sempre tenha procurado alguma coisa que lhe desse uma “essência mais pura”, mesmo que nada disso fizesse sentido num olhar mais profundo. Vive-se querendo justificar os próprios erros quase que numa tentativa inconsciente de nos devolver a inocência de nossa infância. Mas, não é bem assim que as coisas são. Continue Lendo “Da religião e sua luta contra a natureza humana”

Eu, ateu.

“A fé não foi feita para os céticos, essa é uma verdade que aprendi entre idas e vindas na igreja.”

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Photo by Pedro Henrique. Todos os direitos reservados.

Ainda que a virada de ano de 2016 para 2017 tenha sido como todas as outras viradas de ano pelas quais passei, 2017 começou ligeiramente diferente no que tange a minha vida pessoal. Eu resolvi sair do armário e não, não estou falando de minha sexualidade (essa eu já libertei há muitos anos atrás), mas de religiosidade, ou, no meu caso, da ausência dela. Continue Lendo “Eu, ateu.”

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