Escoliótico | Uma reflexão seis anos depois

Como encarar a vida carregando em seu corpo um problema de saúde que te limita não só fisicamente, mas também, emocionalmente e socialmente?

Há alguns dias venho pensando no que escrever aqui no blog. Já faz três meses e quatro dias que não escrevo aqui, o que não é novidade, mas também demonstra um certo desinsteresse em escrever algo. Todavia, a verdade é que há muito eu tenho passado por um bloqueio criativo que tem me afetado completamente e isso tem sido um transtorno constante porque, afinal, eu gosto de escrever, gosto do meu blog e gosto de ser lido. Enfrentar um bloqueio criativo é como enfrentar sua própria mente que, neste caso, instalou uma porta em sua entrada e a trancou impedindo o acesso de qualquer um a ela, inclusive você, o dono dela.

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Silêncio

“Hoje, aos 32 anos, a surdez é uma parte deveras importante em minha vida; ela definiu muito de quem eu sou e, ainda que algumas pessoas insistam em dizer que eu não “sou” surdo, mas “estou” surdo, eu sigo pelo lado contrário e digo que sim, eu SOU surdo e isso não é lá um grande problema, ainda que não seja também uma virtude.”

Eu tenho surdez. Essa é uma realidade com a qual convivo desde parte de minha infância. Hoje, aos 32 anos, a surdez é uma parte deveras importante em minha vida; ela definiu muito de quem eu sou e, ainda que algumas pessoas insistam em dizer que eu não “sou” surdo, mas “estou” surdo, eu sigo pelo lado contrário e digo que sim, eu SOU surdo e isso não é lá um grande problema, ainda que não seja também uma virtude.

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Blues

“A vida é assim, pequenas frações de momento. (…) Dar-se conta de sua insignificância diante de todo o resto não torna a sua vida menos louvável, pelo contrário, só o torna mais consciente de si e de seu lugar no universo.”

Enquanto escrevo, Muddy Waters toca na caixa de som. Hoje é mais um daqueles dias morosos, meio sem sal, um céu nublado, ameaçando chover, mas sem lançar uma só gota ao chão. Intercalado com o som da música, ouço os sons da vida fora das paredes de meu quarto. Lá fora, as crianças correm, brincam e gritam, felizes sem se dar conta de quão absurda pode ser a vida. Aqui dentro, escrevo coisas pouco otimistas sobre uma vida que não queria que fosse a minha, mas é.

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Surdez

“O som dos metais, dos passos apressados, das buzinas e sirenes na cidade, a gritaria dos vendedores, o apito dos trens e metrôs, essa balbúrdia altissonante e constante que retumba por todos os cantos da cidade. Como se pode viver com isso? Como se pode existir com isso?”

Uma vez, uma amiga com quem eu compartilhava um estágio questionou-me o fato de eu dizer que eu sou surdo. Segundo ela, eu “não sou” surdo, eu “estou” surdo. Eu entendi seu ponto e, de certo modo, até concordo com ele. Todavia, parece-me que ela não foi capaz de entender o meu, o fato de que, para mim, a surdez sempre foi algo mais do que mera deficiência, mas algo que determinou profundamente características que, hoje, marcam minha personalidade.

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Solitude

Sobre estar só e sentir-se só.

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Imagem da internet, disponível em Google Images.

Para quem sempre a solidão fora uma amiga, estar só não é algo ruim. Na verdade, poder-se-ia dizer que os momentos de solidão são aqueles em que melhor se está consigo mesmo, é quando se encontra a paz perdida nesse mundo caótico e passa a se sentir em harmonia consigo e com o mundo. Continue Lendo “Solitude”

Electronic Maze

Venha se perder nesse labirinto e encontre a arte em você

Epitáfios a Parte

O que ninguém vê quando você está só.

VISCERAL BRANDS

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