Viagem de trem

“O trem é a locomotiva das massas. O mundo passa aqui e, não à toa, o trem sempre está cheio, sempre carregado. Não só as pessoas são muitas, como também as emoções podem ser sufocantes.”

Ando todos os dias, de segunda a sexta, pelo menos algumas horas de trem. Não porquê goste, mas porque a força da necessidade me obriga a optar por este tipo de transporte. Viajar de trem é algo peculiar, são muitos risos e muitas vozes, as paisagens do lado de fora dos vagões mudam num piscar de olhos. No trem, a vida passa num relance e, sem perceber, nos locomovemos para além de um espaço físico, mas metafísico, um espaço cheio de histórias e enredos impossíveis onde todas as vozes tem sua vez e onde todos são o que são. Continue Lendo “Viagem de trem”

Banho de balde

“… banho de balde é, também, um ritual. É encarar aquele espelho d’água que te reflete e se reflete, que te encara de volta e te leva a um abismo sem fim de reflexões sobre a vida, a morte e, é claro, as contas a pagar. Porque quem toma banho de balde, vai por mim, tem muita conta a pagar.”

Eu acho engraçado que, em pleno ano 2019, tomar banho de balde seja uma prática ainda comum (ou o é apenas em meu universo particular, vá saber). Abrir a caixa d’água, pegar o canecão, transferir a água para o balde, depois levá-lo ao banheiro e, enfim, tomar o merecido banho. Parece trabalhoso, eu sei, e é, de fato, mas o banho de balde é, por assim dizer, um ritual, um misto de lavação do corpo e da alma que só quem passa por ele entende o que significa tomar um bom banho de balde. Continue Lendo “Banho de balde”

A vida secreta de um ghostwriter

Sobre a vida de quem existe apenas nas entrelinhas.

Mão fantasma
Imagem da internet, disponível em Google Images.

Eu não sabia o que era um ghostwriter até poucos meses atrás, quando descobri que o que faço há anos tinha um nome. Ghostwriter (ou escritor fantasma, em tradução direta) é aquele(a) que escreve textos diversos para vários clientes, mas  cuja autoria não é dele próprio. Como assim? Um cliente X me contacta e me pede para escrever um trabalho qualquer. Eu escrevo e entrego ao cliente, mas entrego também não só o trabalho, mas a autoria. Se for um livro, por exemplo, quem escreveu foi eu, mas o nome que irá aparecer na capa é o do cliente. Eu existo apenas no contrato feito entre mim e o tal cliente X. Continue Lendo “A vida secreta de um ghostwriter”

Electronic Maze

Venha se perder nesse labirinto e encontre a arte em você

Epitáfios a Parte

O que ninguém vê quando você está só.

VISCERAL BRANDS

DEEPMEANING BRANDBUILDING